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A mais vergonhosa impunidade

por Henrique Monteiro, em 08.08.10

Publicado em SAPO Notícias

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4 comentários

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De André a 08.08.2010 às 13:33

Eu percebo o cartoon, só que retrata uma realidade que eu não sei se será bem assim. O cartoonista baseia-se em que dados (mais ou menos) para caracterizar a coisa assim? É assim tão evidente como está no cartoon?

Noutra nota: o cartoon devia era ser mais a mulher a levar um enxerto de porrada, e depois não obstante isso nem ir queixar-se às autoridades. Parece-me q esta parte é mais verdadeira.

Anyway, abraços
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De Henrique Monteiro a 08.08.2010 às 14:23

Viva André,
Infelizmente, o cartoon baseia-se em números trágicos. Em 2009 foram feitas mais de 30.500 queixas às autoridades por violência doméstica, e o número tende a aumentar (em 2008 foram mais de 27mil) e só 59 agressores estão a cumprir pena (penas ridículas). Logo, o problema não estará no número das queixas.
http://www.publico.pt/Sociedade/so-59-pessoas-em-portugal-estao-a-cumprir-pena-de-prisao-por-violencia-domestica_1450412

Um abraço
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De André a 08.08.2010 às 15:11

Henrique, obrigado pela explicação e pelo link. Mas é como digo, este cartoon é parte de uma história. Depois há a outra parte, tal como vem nessa notícia e era o que eu referia mais ou menos, quando lá vem escrito "podem recusar-se a depor como testemunhas: os descendentes, os ascendentes, os irmãos, os afins até ao segundo grau, os adoptantes, os adoptados e o cônjuge do arguido". Às vezes, calam-se na fase de inquérito. Às vezes, calam-se na fase de julgamento."

Daí por vezes isto tudo cair em saco roto. Estará um cartoon incompleto, vá vá. ;)
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De Anónimo a 08.08.2010 às 19:07

Por outro lado e indo ao encontro do cartoon, ou mais o contrário, lê-se: «O número de condenados a penas de prisão está bem distante do de participações à polícia: 30.543 só no ano passado, o que dá 84 por dia. Em 2008, tinham sido quase 27.750; no ano anterior, perto de 22 mil. Desde 2000, ano em que a violência doméstica se tornou um crime público, as queixas não param de aumentar. A única excepção foi 2004, menos 1886 participações que no ano anterior.»; e «Dos 59 reclusos, 25 cumprem penas entre os três e os seis anos de prisão; 20 entre um e os três anos; oito entre os seis e os nove anos. Só quatro foram condenados a mais de dez anos de cadeia: a penas que oscilam entre 15 e 20 anos de prisão. Mas estes casos estão incluídos no grupo de 31 que, segundo a DGSP, responde por outros crimes, nomeadamente o homicídio tentado e consumado, a violação de domicílio, a ameaça, a detenção de arma proibida, a violação, o tráfico de droga e outras actividades ilícitas.». Também a abrir logo o artigo: «Maria de Fátima foi a mais recente vítima mortal de violência doméstica. A décima quinta deste ano. Anteontem, o companheiro matou-a em casa, em Oliveira de Azeméis. Já tinha sido condenado no ano passado por violência doméstica. Apanhou apenas 16 meses de pena de prisão suspensa, apesar de no registo criminal constarem outras ofensas à integridade física.». E ao lado encontramos um link que nos conduz para o seguinte artigo que dos dá uma luz sobre outras razões que levam muitas mulheres violentadas a calarem-se http://jornal.publico.pt/noticia/07-08-2010/um-ano-apos-a-aplicacao-da-lei-contra-a-violencia-domestica-ainda-reina-um-sentimento-de-desproteccao-da-vitima-19980674.htm

Há-que evitar tomar o todo pela parte...

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